domingo, 17 de abril de 2011
Se carece de definição, me sinto leve.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Espelhos da alma.

Eu realmente não sei se isso vai passar. E se sim, não tenho idéia de quando. A única coisa que sei, é que desde que encontrei aqueles olhos, eu senti a necessidade de jamais perdê-los.
Eles me transmitiram tudo o que eu sonhava sentir, ao mesmo tempo em que abriram espaços no meu coração e na minha mente para desejos e planos que eu jamais havia imaginado. Aqueles olhos angelicais me derreteram a alma por dentro, senti um ímpeto de gritar para todos que quisessem ouvir o quanto eu estava tomada por aquele amor, o quanto dele tinha em mim. Em cada decisão, em cada noite de insônia, em cada palavra dita.
Um dia, o que eu mais temia aconteceu... Aqueles olhos, antes tão meus, se despediram de mim. Juro que eu tentei impedir, disse-lhes que não fossem embora, tentei impedir que se jogassem naquele abismo, que os convidava, tão sedutor... A ilusão. Mas ao ver que o dono daquele olhar estava cego, resolvi que não podia prendê-lo, pois a liberdade lhe era amiga. Então eu desci, fiquei naquele abismo sedutor, esperando para ampará-lo na sua chegada. E eu ainda quero abraçá-lo.
domingo, 28 de novembro de 2010
One dream.
Cada vez que te vejo é como se um pedacinho da minha memória acordasse. Desde quando você foi embora, eu decidi guardar cada lembrança no fundo da alma, porque se ficasse na mente, sabia que sempre viria a tona. O que eu não tinha pensado é que, no dia-a-dia, eu tenho mais contato com a minha alma, do que com a minha mente. Eu sou mais sentimentos do que razão, e esses sentimentos são o que agora faz a minha alma chorar. A lembrança dos seus olhos vem junto com as lágrimas que saem dos meus, a do seu sorriso, ora me faz sorrir, ora me faz chorar. Chorar de saudade, de vontade. "How I wish you were here."
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Brinquedo torto
Isso me lembra meninas. Quando crianças, elas brincam, cuidam, amam suas bonecas, depois que crescem, se não as descartam, deixam na estante, isoladas. Carregam de vez em quando, para lembrar como era bom aquele tempo, em que coisas simples despertavam felicidade tão sincera, mas que era tudo muito ilusório. Agora elas têm algo de verdade, vida de verdade. Não precisam mais “fazer de conta”, elas fazem de fato, tudo real, vivo, carnal. É uma pena que a inocência vá se perdendo, o dom de imaginar, de desejar. Quando se tem tudo o que julga necessário, com o que mais pode-se sonhar? Realizar é muito bom, mas imaginar nos dá alma.
sábado, 25 de setembro de 2010
Happy birthday to you :)
O tempo passa e muita coisa muda, mesmo que a gente não queira, mesmo que a gente sequer perceba. Coisas vêm, coisas vão, e muitas vezes nos apegamos demais a algumas delas, que partem nosso coração quando insistem em ir. Mesmo assim, sempre há um pedacinho delas dentro de nós que nos impede de esquecê-las. Tenho que admitir que hoje a nossa amizade não é igual à de anos atrás, eu mudei, você mudou e talvez não tenhamos nos adaptado muito bem a essa metamorfose, mas admito também que sinto falta daquela Amanda que me ligava todos os dias, mesmo que pra falar besteiras, daquela Amanda que passava a tarde toda rindo comigo no msn, aquela que sempre aguentava meu choro sem reclamar, e me fazia acreditar que tudo ia ficar bem. Das manias, das histórias, sinto saudade daquele sorriso sincero e até daquela franjinha no olho. Hoje essa Amanda virou gente grande, mas eu sei que ainda mora nela e também sei como encontrá-la. De vez em quando a gente se vê pra matar a saudade. Quero te dizer que eu te desejo tudo de melhor nessa vida e que você fez, faz e sempre fará parte da minha. Sei que os seus sonhos (que não são poucos) vão se tornar realidade, porque você tem luz! Que esse dia seja muito especial, pois você merece. Feliz aniversário amiga, eu AMO você!
sábado, 31 de julho de 2010
A história de uma ex-borboleta.
Antes era luz. A harmonia do som dos pássaros, a liberdade pertinente às borboletas. As lagartas se transformam em borboletas, mas a ela, parece-me que a transformação ocorreu inversamente. Era sorridente, de coração aberto e asas assim também. Um dia alguém lhe disse que não era possível voar, sonhar, cortou as suas asas; esse alguém era seu próprio pensamento. Infelizmente, ela acreditou. Disse-lhe que o que acontecia dentro da sua cabeça não era verdade e nunca se tornaria. Que era ilusório e não valia à pena continuar insistindo. Mas quem poderia afirmar isso? Todos os nossos sonhos, vontades, podem sim tornar-se reais, desde que sejamos fortes, seguros e fiéis a eles. Mas ela não foi. Desistiu de tudo, procurando outras coisas para se preencher, coisas também vazias. Embora ainda sorria e tenha parte do seu brilho próprio, esqueceu-se de que o futuro é o que construímos agora. E foi assim que, mesmo ainda sem saber, se tornou lagarta.